Quando se é só filha(o), não reconhecemos os esforços paternos para nos dar o mínimo de conforto, estudo, carinho, amor, tudo isso ao mesmo tempo ou em parte, de acordo com as condições de cada pai. Nosso mundo é tão nosso, que não percebemos o alguém responsável por sua existência. Então, um belo dia, você se torna mãe/pai e, como num passe de mágica, cada palavra, por mais dura, dita por seus pais passa a fazer tanto sentido, que a sua vontade é de dizer: obrigada por aquele sermão, por aquele dia sem televisão, por todas as vezes proibida de ir à rua. Posso até ouvir, de novo, as tantas vezes que minha mãe dizia: “um dia, você irá me agradecer por isso!”. Eu tinha certeza que não. Agora estou aqui, mostrando que eu estava errada: eh! dona mãe, você tinha razão.
É assim que me sinto, um reflexo do meu passado, da minha criação. Sempre que me perguntam, “e aí, como está a vida de mãe?”, sinto vontade de responder: foi praga da minha mãe para eu aprender de uma vez por todas que ela estava certa e eu errada. Porque ser mãe é uma lição nova a cada dia. Não é esse paraíso todo ilustrado em propagandas de televisão, em canções de amor. Nada disso!
Ser mãe é esforço, é sacrifício, é abrir mão de si mesma para ver outro alguém sorrir. Ser mãe é emoção à flor-da-pele, para sorrir ou para chorar. Ser mãe é dedicar-se tanto até o ponto de ter vontade de sumir. Lembro-me das vezes em que, no meio de conflitos meu e da minha irma, minha mãe falava: se vocês não sossegarem, eu vou sumir e nunca mais ninguém me acha. Antes eu achava ser pressão dela para nos fazer calar, hoje entendo que realmente dá vontade. Vontade que dá e passa, viu?!
Quero dizer que o mais importante de ser mãe, é ter sua mãe por perto para dizer o quão valiosa ela é.
| amor da minha vida, a qual dou muito valor hoje mais do q nunca. |
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